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O
segundo módulo, iniciado em agosto, abordou
“A Utopia”. Arte, sentido e sexo foram
os temas dos três módulos seguintes.
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A
maioria das apresentações, gravada pela TVU,
é exibida entre 19 horas e 19h40 das quartas-feiras,
com reprise entre 17 horas e 17h30 dos sábados. A emissora
vem gravando o programa desde o segundo ano do Café.
Algumas palestras não foram gravadas por causa de greves
de funcionários da UFRN, que geralmente ocorre acompanhando
o movimento nacional de paralisação em outras
universidades. Por isso, quando não há fitas
inéditas para exibir, algumas apresentações
antigas são reprisadas. Apesar desse e de alguns outros
obstáculos, a equipe do Café não desanima,
continua mantendo vivo o objetivo inicial do projeto: reunir
pessoas interessadas em falar e discutir não só
filosofia, mas também arte e cultura, independentemente
de o evento ser veiculado na TV ou não.
A repercussão do Café superou todas as expectativas
dos organizadores. De profissionais liberais a estudantes
do ensino médio, artistas, psicólogos e advogados,
um público eclético se junta aos universitários
e pesquisadores, criando uma platéia seleta que encontra
um programa de elite (o que não quer dizer elitista)
para exercitar a reflexão e o diálogo. O êxito
permite uma análise tão simples quanto certeira:
existe um interesse singular acerca de procedimentos, tendências
e objetos do conhecimento gerado pela universidade, e o Café
vem se firmando como um dos espaços privilegiados para
satisfazer essa demanda.
INSPIRAÇÃO
FRANCESA
O Café Filosófico de Natal, a exemplo dos demais
eventos do gênero que têm pipocado pelo país,
inspirou-se nos cafés filosóficos franceses,
especialmente no Café de Phares, que teve início
em 1992, aos domingos, na Praça da Bastilha, organizado
pelo filósofo Marc Sautet. O Café Filosófico
potiguar, é lógico, tem características
próprias – a começar pela constatação
de que ocorre numa região e num país com outro
contexto histórico, geográfico, cultural, político
e climático. Tem em comum com o evento francês
o fato de reunir, semanalmente, um grupo de pessoas interessadas
em discutir temas de várias áreas da cultura,
ciência e arte, com base em uma perspectiva filosófica.
Uma das diferenças fundamentais é que no café
filosófico parisiense o tema – o amor, por exemplo
– é sugerido na hora da reunião. Se for
aceito pelo animador e demais participantes, inicia-se um
debate livre, no qual os interessados expressam sua opinião,
concordando ou não com quem sugeriu o assunto. Já
no Café Filosófico de Natal, o tema é
divulgado com antecedência e as pessoas interessadas
se dirigem ao local para ouvir o palestrante abordar a questão
em pauta, abrindo-se, em seguida, o debate com o público.
A necessidade de definir o assunto previamente se deve, entre
outros critérios, ao fato de que, posteriormente, as
palestras são reunidas em livro. Já foram editadas
duas antologias do Café. A primeira, organizada pelo
professor Oscar Federico Bauchwitz, um dos idealizadores do
projeto, saiu em 2001 pela Argos Editora. O segundo volume
foi organizado pela professora Ilza Matias de Souza e publicado
pela Editora da UFRN em 2004.
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