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UMA ESCOLA DO MUNDO
 

 

Nesse novo contexto, em 1932 Horkheimer organizou a publicação do primeiro número da nova publicação do Instituto, a Revista de Pesquisa Social, que editaria por mais nove anos. O novo diretor conseguiu reunir, por meio da revista, colaboradores de peso – como os já citados Pollock, Benjamin, Adorno e Marcuse, além do psicanalista Erich Fromm (1900-1980) e do historiador Karl Wittfogel (1896-1988) – que contribuíam regularmente com artigos, resenhas e ensaios.

 

A ascensão crescente do fascismo na Europa, no entanto, fez com que Horkheimer criasse em 1931 filiais do Instituto em outras localidades, como Genebra e Londres, e transferisse a redação da revista para Paris.


Imigração para os EUA
Em decorrência da ascensão de Hitler, em 1933 o Instituto foi transferido para Genebra, onde passou a funcionar sob o nome de Société Internationale de Recherches Sociales. No mesmo ano, o governo nazista fechou a sede em Frankfurt devido às suas “atividades hostis ao Estado”, confiscando o prédio e toda a biblioteca. Em 1934, Horkheimer conseguiu abrir uma sede em Nova York, graças ao apoio do diretor da Universidade de Columbia, Nikolas Murray. A escola foi denominada Institute of Social Research e começou a funcionar quase que imediatamente.


Os pesquisadores de origem judaica imigraram em grande número para os EUA, entre eles Adorno e Horkheimer. Nesse período, o Instituto concedeu mais de 50 bolsas de estudos aos pesquisadores judeus perseguidos na Europa. Walter Benjamin e Ernst Bloch (1885-1977) são alguns de seus favorecidos, sendo financiados por longos anos.


O impacto da Segunda Guerra Mundial foi devastador sobre o Instituto que, mesmo sobrevivendo a ela, perdeu boa parte de sua força no período de imigração. Alguns de seus pesquisadores, como Benjamin e o francês Maurice Halbwachs (1877-1945) foram mortos durante a guerra, e muitos eram os intelectuais judeus alemães refugiados nos EUA, tais como Thomas Mann e Bertolt Brecht.


Nessa época, o Instituto ficou restrito aos EUA, e muitos de seus membros começaram a exercer outras atividades, como Pollock, que se tornou conselheiro do Ministério da Justiça americano, e Herbert Marcuse, que passou a trabalhar também no Office of Strategic Service. A edição da Revista de Pesquisa Social foi interrompida, e se instaurou uma crise institucional. No entanto, é justamente nesse período de guerra e pós-guerra que será elaborada a “teoria crítica”, que mais tarde se tornaria representativa da “Escola”. Já em 1937, Horkheimer publicou um ensaio intitulado Teoria Tradicional e Teoria Crítica, pontapé inicial para a elaboração filosófica da necessidade de uma dimensão dialética na teoria.

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