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Outra possível explicação para o aumento
da procura por cursos de especialização
é o argumento de que vivemos
na “sociedade do conhecimento”,
para a qual se exige uma permanente
qualificação do profissional.
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Nesse sentido,
esses cursos são mais compatíveis
com a realidade daqueles que estão inseridos
no mercado de trabalho, uma
vez que oferecem uma formação complementar
sem o prejuízo de afastamento
ou desligamento da profissão –
na maior parte dos cursos as aulas
ocorrem à noite ou aos sábados.
Além disso, muitas pessoas, da área
de Filosofia ou não, preferem investir
em uma formação mais ampla e diversificada.
Escolher a via stricto sensu seria o
mesmo que querer escalar o Everest todos
os dias – desenvolver pesquisas
científicas em diversos campos de interesseé uma empreitada praticamente
impossível. Na Academia costuma-se
escolher um objeto de pesquisa que
muitas vezes perdura ao longo do mestrado,
doutorado e pós-doutorado. Portanto,
a especialização é uma via alternativa
de pós-graduação mais rápida
para aqueles que não desejam o caminho
acadêmico.
Essas características diferenciais
dos cursos de formação demonstram
que, embora a especialização desempenhe
uma função significativa, não
podemos considerá-la uma “substituta”
do bacharelado, tampouco da
pós-graduação stricto sensu.

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