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Aperfeiçoamento profissional e formação voltada para o Ensino
geram aumento da demanda por cursos lato sensu em Filosofia
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É cada vez maior a procura por
cursos de formação continuada
em Filosofia. Embora
seja uma modalidade de pósgraduação
que suscita diversas críticas,
a especialização pode desempenhar
um papel relevante na
sociedade. Alguns apontam que
tais cursos também poderão ser
uma alternativa para suprir a falta
de professores para cerca de 35 mil
escolas que precisarão cumprir o
Parecer nº 38/2006. Elaborado pela
Secretaria do Ensino Básico do Ministério
da Educação (SEB-MEC),
tal Parecer exige a inclusão da Filosofia
no currículo escolar a partir
de agosto de 2007. No entanto – se
não for considerada apenas um paliativo,
e dependendo da interpretação
–, essa tese significa admitir
que uma especialização capacita
plenamente um professor para ministrar
aulas de Filosofia.
Na sua origem, a pós-graduação
lato sensu foi criada pelo MEC para
superar a escassez de programas de
mestrado e doutorado (denominados
stricto sensu) no Brasil. Segundo
o professor decano do Departamento
de Filosofia da Universidade
Federal de Ouro Preto (UFOP-MG)
e ex-coordenador do curso de especialização
em Filosofia, José Luiz
Furtado, o baixo número de cursos
stricto sensu no País no início dos
anos 90 dificultava muito a formação
de professores para o Ensino
Superior, o que levava as instituições
a contratar profissionais que
tinham concluído apenas o bacharelado.
Para facilitar o processo de
formação de professores universitários
e assim melhorar o quadro de
docentes, o MEC criou um curso intermediário
entre o bacharelado e o
mestrado. Atualmente, porém, a especialização
serve também como
complemento à graduação ou como
porta de entrada para os profissionais
de outras áreas que desejam
transitar pela Filosofia.
Aumento da demanda
Apesar do aumento gradativo
dos programas de pós-graduação
stricto sensu – hoje presentes em
quase todo o País –, a procura por
cursos lato sensu continua intensa.
Pode-se especular que isso ocorre
em razão de sua menor duração e
exigência. Outro fator que influencia
a escolha é a dedicação quase integral que os cursos stricto sensu exigem,
até mesmo porque têm como meta a
formação de pesquisadores.
Por outro lado, os recursos financeiros
disponíveis para a pesquisa científica
no Brasil são insuficientes, e as bolsas
de estudo, escassas. Resultado: poucos
são os que dispõem de condições financeiras
para dedicar-se exclusivamente
aos cursos de mestrado e doutorado.
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