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Defini-las
é o ponto de partida
de um dos campos mais dinâmicos e novos da discussão
filosófica em torno da
sociedade da informação
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Nas
sociedades industriais, a ciência e a tecnologia têm
sido apontadas como fatores chaves para o crescimento e desenvolvimento
econômico, esperança de um mundo melhor, força
transformadora que libertaria os homens de trabalhos degradantes
e embrutecedores.
O desenvolvimento científico e tecnológico ampliaria
a capacidade humana de sobrevivência e permitiria o
acesso a novos bens e serviços. Assim, constituiria
a base de mudança da qualidade da civilização
humana. Em defesa dessa tese apontam-se avanços como
a redução da mortalidade, a erradicação
de doenças, a disponibilidade de meios mais rápidos
de transporte e comunicação, o aumento do nível
educacional e a ampliação do acesso a bens culturais.
Por outro lado, embora os aspectos do desenvolvimento tecnológico
tenham sido notáveis, muitos efeitos nocivos também
se fizeram sentir, especialmente a influência da tecnologia
nas guerras, na dominação e manipulação
das sociedades pelos meios de comunicação de
massa e a sua interferência nas condições
de vida no planeta.
Esses
aspectos negativos têm gerado intenso debate sobre a
importância da tecnologia e da ciência para o
desenvolvimento do homem. A crença cega e otimista
tem sido revista, pois se verifica que conhecimento e progresso
material não estão desvinculados de riscos,
e sabemos que desenvolvimento material não significa,
necessariamente, felicidade e progresso moral dos povos.
O caso brasileiro
Em países como o Brasil, não se pode deixar
de levar em conta que baixo desenvolvimento tecnológico
é fator de dependência econômica. Os especialistas
afirmam que no comércio de bens que incorporam valores
tecnológicos o País tem sido um importador permanente,
portanto deficitário e dependente, e essa tendência
tem sido crescente.
Assim, a tecnologia e o seu desenvolvimento, além dos
possíveis aspectos polêmicos, também significam
a possibilidade de superar uma etapa de dependência
e ampliação do uso de todas as potencialidades
materiais e humanas de um país.
Eis, portanto, um rico campo para a reflexão filosófica.
Mas, apesar do debate intenso dos últimos cinqüenta
anos e da importância das questões postas, a
Filosofia da Tecnologia é recente e esbarra numa dificuldade
inicial: a própria definição de tecnologia.
Há uma dificuldade no entendimento do que se está
denominando tecnologia e como ela se diferencia da técnica
e da ciência.
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