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A CIÊNCIA E O CONHECIMENTO
 

 

 

No exemplo da pedra que cai, uma experiência realizada no ambiente de menor gravidade dentro de uma estação espacial revelaria uma situação em que a pedra aparentemente não cai. Popper lidou com o chamado “problema da indução”, declarando ser este insolúvel. Propôs, assim, um novo esquema para o desenvolvimento da ciência.

Ele defendeu que, quando começamos a fazer nossas experiências, sempre temos previamente alguma teoria em mente – ainda que seja hipotética e preliminar. De acordo com Popper, todas as teorias são hipotéticas e preliminares, pois sempre pode ser inventada alguma experiência que as “falsifique”. A experiência tem como principal função comprovar que uma determinada teoria é falsa, isto é, que existe uma exceção para aquela regra geral expressa teoricamente. Enquanto não for encontrada nenhuma pedra que flutue, é papel do cientista duvidar que absolutamente todas elas sempre caiam.


As experiências, portanto, teriam a função de refutar definitivamente ou continuar a corroborar nossas teorias. Elas não poderiam provar a sua verdade. Essa maneira de encarar a ciência é profundamente antidogmática: se não é possível provar a verdade de nossas afirmações, se uma ciência saudável nunca deixa de progredir, há espaço garantido para a consideração atenta de outras culturas e de novas idéias.


Como disse Popper, “Pode ser bom para todos nós lembrar que, ainda que sejamos muito diferentes nos variados pequenos bocados que conhecemos, em nossa infinita ignorância somos todos iguais”.

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