newsletter
 

nome:

e-mail:













 
ANTI-REALISMO CIENTÍFICO
 

 

De acordo com o instrumentalismo, as teorias científicas são apenas “instrumentos” de cálculo e predição para abordar e lidar com os fenômenos, porém, elas

não envolvem uma tentativa de se atingir o conhecimento da realidade em si mesma. As teorias, por isso mesmo, não seriam avaliadas segundo seu valor de verdade (isto é, verdadeiras ou falsas perante um referencial externo), mas de acordo com seus resultados práticos.


Quanto ao convencionalismo, as leis da natureza são livres criações do intelecto humano. Não pertencem ao mundo em si e, portanto, a ciência não constitui um retrato fiel da realidade. Sobre o convencionalismo, Karl Popper (1902-1994) explica, no capítulo IV de A Lógica da Pesquisa Científica: “Não são as propriedades do mundo que determinam essa construção; pelo contrário, é essa construção que determina as propriedades de um mundo artificial: um mundo de conceitos, implicitamente definidos por leis naturais escolhidas por nós”.


Uma das conseqüências do debate entre realismo e anti-realismo científico é a diferença no modo de compreensão das leis da natureza. Seriam elas entidades existentes fora de nós a serem descobertas, ou seriam construções do intelecto humano para lidar com o mundo e cuja existência acontece apenas quando pensadas?


Quando se tem uma visão realista da ciência, as leis são tidas como descobertas. A aceitação de uma teoria científica, na visão realista, conduz à crença de que seus termos tratam do que “realmente” existe e de que as teorias progridem em direção a uma verdade absoluta que aos poucos se revela.


Caso não seja aceita essa verdade absoluta como meta final da atividade científica, tudo aquilo que consideramos “verdades científicas” ou “leis da natureza” passa a ser entendido como um conjunto de construções humanas. A aceitação de uma teoria, portanto, dependerá daquilo que cada sujeito considera relevante como justificação para ela e conduz simplesmente à crença em sua adequação aos fatos particulares observados até o momento. É essa a visão do anti-realismo.

 

ORIGEM INGLESA


O termo “anti-realismo” foi cunhado, no século 20, por Michael Dummett (1925), filósofo da lógica e da linguagem inglesa. A palavra foi utilizada inicialmente no artigo intitulado Realismo, publicado no livro A Verdade e Outros Enigmas, de autoria do filósofo.

 

<< voltar



Copyright © 2005
Escala Educacional